O presidente do Sindicato Rural de Lagesm  Márcio Pamplonam  e o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedroso, além do engenheiro agrônomo João Messias, técnico que atua no processo de defesa dos produtores da Coxilha Rica,   em razão das notificações e embargos dos fiscais do Ibama, estarão em Brasília nesta quinta-feira (28/02). A ida deles, desta vez, atende ao convite do senador gaúcho Luis Carlos Heinze (PP), que agendou nova reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim. A agenda objetiva também atuar na defesa dos produtores do Rio Grande do Sul, que há três anos brigam na justiça contra as ações de fiscais em suas propriedades. A deputada federal Carmen Zanotto (PPS/SC), também deverá estar presente na reunião agendada para às 15 horas.

Conforme expõe o dirigente do Sindicato Rural de Lages, a agenda em Brasília servirá para renovar toda a situação envolvendo os produtores rurais da Coxilha Rica, que ainda estão vivendo uma situação de total insegurança jurídica e também na manutenção das suas atividades. Tal insegurança se ampliou ainda mais devido à atitude de uma fiscal gaúcha que, mesmo diante de um acordo com o Ibama, na obtenção de 90 dias de prazo para que os produtores pudessem organizar as suas defesas quanto à legalidade das notificações, expediu multa a um dos produtores em torno de R$ 1,3 milhão, além do embargo da propriedade, antes do vencimento do prazo previsto, ou seja, só na segunda semana deste mês de fevereiro. “O produtor em questão estava dentro do tempo acordado, e recebeu as notificações com surpresa. Ou é falta de organização ou má fé dos fiscais gaúchos”, salientou Márcio.

Por outro lado, o pessoal do Rio Grande do Sul também está mobilizado diante das questões idênticas envolvendo os produtores daquele estado, e por isso através do senador Luis Heinze, estendeu o convite aos catarinenses. De acordo com Márcio Pamplona é outra boa oportunidade para entregar em mãos ao Ministro do Meio Ambiente e ao presidente do Ibama, todos os documentos comprobatórios, para que eles vejam pessoalmente a forma com que os fiscais estão tratando o produtor; de maneira desordenada; notificando e multando antes do encerramento dos prazos de defesa, acordados justamente pelo próprio órgão ambiental. “O nosso sentimento é de que voltaremos de Brasília com boas notícias, pois, acreditamos que estamos amparados pelo que diz o Código Ambiental de Santa Catarina”, conclui Pamplona.

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