O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, esteve pela primeira vez em Lages depois que assumiu o Governo do Estado. Pela manhã, esteve em São Joaquim. Almoçou em Lages (Restaurante Cansian Zamban), em companhia do prefeito Antônio Ceron. 

No começo da tarde, esteve no Colégio Estadual Rubens de Arruda Ramos. Depois seguiu até a Prefeitura, onde conversou mais demoradamente com o prefeito e com um grupo de vereadores. 

No final, antes de ir de volta para casa, concedeu uma rápida entrevista coletiva à imprensa. 

Questionado sobre as obras do Governo do Estado que estão em andamento em Lages, como revitalização do Mercado Público, Revitalização do Centro e asfalto da Coxilha Rica, disse que vai repassar os recursos que faltam para a conclusão das mesmas. Estimou que até junho ou julho seja  possível repassar em torno de R$ 15 milhões para a conclusão do Mercado Público e da Revitalização do Centro, além de parte de recursos que faltavam para a conservação e melhorias nas estradas rurais. 

Com relação à saúde, foi bastante evasivo. Não garantiu que o 5º andar do Hospital Tereza Ramos, recentemente desativado, vá reabrir (apenas disse que o assunto ainda está em discussão). E nem garantiu o término do que falta para concluir a nova ala do Hospital Tereza Ramos. E tampouco soube informar quando essa nova estrutura entrará em operação (mais um elefante branco avizinha-se por aí, gente - a exemplo do aeroporto regional de Correia Pinto). 

Carlos Moisés disse que não repassará recursos para a Festa Nacional do Pinhão, como, aliás, não está repassando para nenhum outro evento em Santa Catarina. "É hora de economizar, cortar tudo o que se pode. O Estado tem uma dívida de R$ 2,5 bilhões. Nós estamos cortando 2.050 cargos comissionados e apertando de tudo que é lado para gastar menos. Com isso, devemos obter uma economia de uns R$ 500 milhões neste primeiro ano. É pouco ainda, mas é muito melhor do que assumir novos compromissos e iniciar novas obras sem depois conseguir concluí-las", falou. 

Perguntado pela blogueira e jornalista Olivete Salmória sobre quem seria seu  interlocutor mais próximo aqui na região, se seria o empresário Aírton Amaral (que insiste em dizer que é ele pelo fato de ter sido candidato a deputado federal  pelo PSL), Carlos Moisés foi claro e direto: "O Airton Amaral é um companheiro de partido. Ele nem no Governo está. Então, os meus representantes aqui são todos vocês. E especialmente todos aqueles que votaram em mim", disse. 

Com pressa para retornar, não  houve tempo de fazer mais perguntas, infelizmente. 

Texto e fotos: Loreno Siega  - Revista Visão