Durante agenda em Lages na terça-feira (2/04), o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) recebeu documentos da Câmara de Vereadores contendo reivindicações e pedidos para melhorias e investimentos nas áreas da saúde e segurança pública do município. Entregue em mãos pelo presidente Vone Scheuermann (MDB) e mais 13 dos legisladores lageanos, o ofício reforça ao governador os pedidos pela reabertura do 5º andar do Hospital Tereza Ramos, a liberação de refeições para os acompanhantes e a contratação de mais profissionais para atuarem na unidade hospitalar.

Outras reivindicações são a permanência da Macrorregional de Saúde e a manutenção dos servidores da prestadora de serviço no Ciretran em Lages. Os parlamentares também solicitaram que seja viabilizado pelo Governo do Estado um processo seletivo ou concurso público para contratação de mais profissionais para atuarem no 5º Batalhão de Bombeiros de Lages e na nova ala do HTR.

Também participaram do encontro os vereadores Aida Hoffer (PSD), Amarildo Farias (PT), David Moro (MDB), Ivanildo Pereira (PR), Jair Junior (PSD), Jean Pierre Ezequiel (PSD), João Chagas (PSC), Luiz Marin (Progressistas), Lucas Neves (Progressistas), Mauricio Batalha Machado (Cidadania), Osni Freitas (PDT), Pedro Figueredo (PSD) e Thiago Oliveira (MDB).

Governador se compromete em reavaliar a reabertura da ala do 5º andar do HTR

O principal pedido feito pelos vereadores na reunião com o governador Carlos Moisés, que durou cerca de 30 minutos no prédio da Prefeitura Municipal, foi pela reabertura dos leitos que ficavam no 5º andar do Hospital Tereza Ramos (HTR).  As comissões de Educação, Saúde, Cultura e Desportos e a Comissão Especial composta na Câmara para acompanhar as obras do novo prédio do HTR expuseram a problemática da falta de leitos que o município enfrenta e solicitaram que providências sejam tomadas, urgentemente, para sanar essa dificuldade.

Ao saber das demandas, o governador demonstrou sensibilidade ao assunto e se comprometeu a voltar a discutir o melhor encaminhamento técnico com sua equipe de governo. “Recebo os pedidos e assumo o comprometo de reunir a minha equipe para analisarmos toda essa situação aqui exposta. Se necessário vamos promover uma nova reunião com os senhores para buscarmos um ajuste e equilíbrio que não prejudique o atendimento da população”, disse Moisés.

Presidente da Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Desportos, Aida Hoffer (PSD) relatou ao governador que durante uma visita dos vereadores à unidade hospitalar foi constatada a existência de 13 quartos desocupados (equivalente a 26 leitos) na ala então desativada pela atual administração. Aida manifestou que essa situação é inconcebível, pois são leitos que poderiam estar sendo disponibilizados à população.

“O paciente não pode aguardar no Pronto Atendimento mais que o tempo necessário, pois ali não tem uma infraestrutura adequada (banheiro, chuveiro, alimentação) para acomodar essas pessoas”, expôs. A vereadora completou: “Tem pessoas idosas ficando três, quatro noites no PA, porque não tem leito. Como justificar para aqueles que precisam de internamento que não há leito se temos na cidade um hospital com uma ala inteira desativada? Então, nosso pedido hoje é que o governador olhe encarecidamente para essa situação e habilite novamente essa ala”, disse a vereadora Aida.

Outras reivindicações e sugestões de melhorias à saúde do nosso município

Outro problema elencado pelo edil Mauricio Batalha Machado (Cidadania) se trata do equipamento de tomografia do hospital, o qual não está realizando exames de Angiotomografia Computadorizada de Cononárias. “Aqui na região esse é o único equipamento que realiza esse tipo de exame e quando alguém necessita fazê-lo precisa se deslocar até o município de São José. Nisso, devemos levar em consideração a segurança da viagem, gastos com o deslocamento, alimentação e o bem-estar dessas pessoas”, argumentou.

A suspensão da alimentação dos acompanhantes dos pacientes e da equipe técnica do hospital e a permanência da Macrorregional de Saúde também foram discutidas na reunião. “Esse é um hospital referência para 106 municípios catarinenses, a estrutura permite receber diversos pacientes e muitos deles são carentes, por isso é essencial garantir a alimentação para essas pessoas, bem como para a equipe de enfermeiros e técnicos”, reivindicou Mauricio, que completou: "A nossa sugestão é que seja avaliada a possibilidade de criação da 8ª Macrorregional em Lages, visto que o município possui três hospitais referência, além de curso de medicina e outros da área da saúde."

Assessoria de Imprensa da Câmara de Lages