No dia 26 de abril deste ano, foi aprovada no Senado, a Lei número 13819/2019 que institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. Entre outras coisas, o projeto “prevê a notificação obrigatória por escolas, de todos os casos às autoridades sanitárias e aos conselhos tutelares”.

Em Lages, seguindo esta linha de política pública e tendo como demanda caso notificado, recentemente, no território de atuação do Centro de Referência de Assistência Social do bairro Popular (CRAS I), uma palestra foi proferida por três psicólogas, tendo como público alvo o corpo docente de duas escolas estaduais. O tema da palestra, “Escutar, acolher e agir”, contextualiza realidades vivenciadas pela comunidade estudantil.

A psicóloga e coordenadora do CRAS I, Suzane Köche, explicou que diante de casos de vulnerabilidade vivenciadas nas escolas, educadores e responsáveis pela assistência social precisam pensar e agir conjuntamente diante da prevenção à automutilação e ao suicídio, entre o público adolescente, por exemplo.

A palestra abordou o histórico de casos de suicídio, no mundo, com dados estatísticos e científicos, e após esta contextualização da realidade local, será elaborado um fluxograma para ser utilizado nas escolas. “O fluxograma compreende uma tabela ilustrativa que sugere os encaminhamentos a serem feitos para cada caso, situação de risco ou emergência que aconteça eventualmente na escola”, explica Suzane.

Pela manhã, a palestra foi direcionada aos professores da Escola Estadual de Educação Básica Cora Batalha da Silveira e à tarde para os educadores da EEEB Zulmira Alta da Silva.

Texto: Iran Rosa de Moraes - Fotos: Marcelo Pakinha