"Não mexam com os estudantes. Não provoquem quem estava quieto". Com essas palavras - e muitas outras - foi realizado na tarde desta quarta-feira (15/05) um grande ato público de protesto pela Educação em Lages.

O ato, que aconteceu concomitantemente em todo o Brasil, envolveu em Lages estudantes, servidores e professores do IFSC, do CAV, de algumas escolas estaduais e principalmente os professores do município, que pararam hoje em solidariedade pelo verdadeiro desmonte que está sendo feito pelos Governos Federal e Estadual com a Educação. 

Num movimento muito bem organizado e articulado, os vários sindicatos se uniram em torno da causa EDUCAÇÃO. E também contra a Reforma da Previdência, outra grande bandeira.

A revolta é contra o anúncio do Governo Federal que pretende cortar 30% das verbas destinadas às Universidades e Institutos Federais, numa só tesourada, além de 10% a menos de repasses à UDESC por parte do Governo do Estado, cujo projeto já está na Alesc para ser votado. 

Com apitaço, gritos de protesto, frases de efeito e levando cartazes, faixas e bandeiras, os manifestantes concentraram-se inicialmente na praça do terminal urbano (por volta das 15 horas). Depois, subiram até o calçadão pela Rua Coronel Córdova,  onde houveram algumas falas no início do Calçadão Túlio Fiúza de Carvalho. E depois seguiram pela Rua Coronel Córdova, passando pela praça da Catedral e retornando até o terminal descendo Rua Pres. Nereu Ramos. 

Nas falas, se via a indignação de estudantes, professores e servidores da educação com os possíveis cortes, o que vai prejudicar o funcionamento das Universidades, principalmente projetos de pesquisa e extensão. Estima-se que o IFSC de Lages deixaria de receber um valor próximo a R$ 1 milhão neste ano, dinheiro utilizado para a manutenção e para novos investimentos no campus. E no CAV os 10% de corte na UDESC representariam entre R$ 4 a 5 milhões, o que também seria um grande problema para o bom funcionamento dos 4 cursos de graduação, mestrados e doutorados levados adiante na Universidade. 

Texto e fotos: Loreno Siega - Revista Visão