No mês de julho, a Secretaria da Agricultura e Pesca de Lages, juntamente à Secretaria da Saúde e apoio da União Rural de Lages (Unir), realizou 229 exames de brucelose e 132 exames de tuberculose na área rural do município. Estas análises são primordiais para que os produtores acompanhem a prevenção do rebanho, na forma de controle e com uma produção sem qualquer tipo de anomalia na região serrana e no Estado. O resultado sai em três dias a partir da coleta.

Os médicos veterinários responsáveis, Geanice Ledo e Thiago Henrique Cordeiro, fizeram as visitas e coletaram amostras de sangue para análise de bovinos dos produtores das localidades de Gramado, Três Árvores, Rancho de Tábuas e Passo do Souza. O rebanho da região está livre de qualquer hipótese destas doenças.

A brucelose bovina é uma doença infectocontagiosa. Doença crônica, ou seja, de curso longo. As fontes de infecção são por contato direto ou indireto com animais infectados e objetos contaminados. As vias de eliminação da bactéria são fetos e anexos fetais, secreções vaginais, leite, sêmen, fezes e urina. Entram através de mucosas (oronasal, genital, conjuntivas) ou lesões de pele.

A tuberculose bovina é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica. As lesões características têm aspecto nodular principalmente em pulmões e linfonodos. Os impactos econômicos são queda no ganho de peso e na produção leiteira, descarte precoce de animais, eliminação de animais de alto valor zootécnico, condenação de carcaças na inspeção frigorífica e morte de animais. As fontes de transmissão são por animais infectados, aerossóis, pastagens, água e alimentos contaminados.

Texto: Daniele Mendes de Melo, com colaboração de Robinson Spuldaro - Fotos: Secretaria da Agricultura e Pesca