O Centro Cultural Vidal Ramos - Sesc foi palco da abertura oficial do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, o FICASC, na quarta-feira 11 de setembro. O evento contou com a presença de autoridades da Embaixada e do Consulado da Noruega no Brasil, como a ministra  conselheira Camilla Høgberg-Hoe e o assessor do Consulado Geral da Noruega, Gabriel Francisco.  

Também prestigiaram o evento o coordenador Geral de Licenciamento Ambiental – Petróleo, Gás e Portos do Ibama, Antônio Celso Junqueira Borges, o diretor geral da Spectrum/TGS, empresa de origem norueguesa que está patrocinando o Ficasc,  João Carlos Correa,  o vice-prefeito de Lages, Juliano Polese, o  superintendente da Fundação Cultural, Gilberto Ronconi e o diretor da CDL, Waldir Della Giustina.

Em sua fala inicial, o criador e diretor do Ficasc, Doty Luz,  agradeceu ao povo da serra catarinense que recebeu o festival de braços abertos, e também às pessoas que contribuíram para a realização do mesmo. “Por acreditarem  e reconhecerem a importância desse festival, entenderem a potência e relevância do audiovisual como ferramenta de transformação social, sobretudo nos dias atuais,  em que a atual política do governo federal vem apresentando total desprezo pelas questões ambientais; onde florestas estão sendo destruídas por queimadas criminosas; mais de 200 tipos de agrotóxicos foram liberados em apenas 9 meses; órgãos de fiscalização ambiental sofrem um brutal processo de desmonte;  e os povos indígenas sofrem sistemáticos ataques. Diante dessa triste realidade, o Ficasc se propõe não somente a exibir filmes, mas sim, através deles, propiciar um espaço de reflexão e discussão, para que tenhamos uma sociedade mais justa e saudável”. 

A ministra conselheira da Embaixada da Noruega, Camila,  afirmou: “A Noruega está feliz, em participar do Ficasc, com três filmes noruegueses na programação;  nós acreditamos que é importante trabalhar com colaboração para essa consciência, sobre o clima, sobre o meio ambiente e compartilhar experiências. É uma área importante para nos envolvermos, a educação ambiental é importante desde a infância até a fase adulta”

Em seguida ao pronunciamento das autoridades, foi exibido o filme da África do Sul, Black Mambas, já premiado em mais de dez países. O curador do festival, Cristovam Muniz comentou que esta é a primeira vez que  Black Mambas é exibido no Brasil. “É um curta-metragem que conta a história de 26 mulheres, responsáveis por proteger rinocerontes no Krueger Park, o maior parque de fauna protegida da África do Sul”, explicou, e informou que o curta foi programado para rodar no  dia seguinte, no SESC de Urubici, e será exibido no sábado, 14 de setembro, às 15h na Praça do Céu.

Na  sequência à exibição do filme, ocorreu a projeção de fotografias de diferentes profissionais brasileiros. A programação do Ficasc segue até o sábado, 14 de setembro, com exibições de  37 filmes voltados para a questão ambiental, abordando temas como degradação ambiental, mudanças climáticas, soberania alimentar, questões urbanas, povos e territórios e esporte de aventura. Maiores informações e a programação podem ser encontradas no site: www.ficasc.com.br.

Visita à Escola Mutirão

A Ministra-Conselheira da Embaixada da Noruega,  Camila Høgberg-Hoe,  e sua comitiva, fez questão de  acompanhar, nesta quinta-feira, o Ficasc na EMEB Mutirão, quando foram exibidos os filmes  Plantae, Aquário e Estrela d`água, direcionados para crianças. Antes da sessão, ela  conversou com as crianças sobre  o seu país, a Noruega, a preocupação com o Meio Ambiente, e a importância de se preocupar  com a preservação da natureza desde a infância. 

O diretor de ensino da Secretaria Municipal da Educação, Carlos Eduardo Canani (Cadu), que esteve no Colégio acompanhando a visita da ministra-conselheira, aponta que a discussão dessa temática para o ensino fundamental é bastante relevante. “Nós temos uma trajetória  na educação municipal, desde 2017, com a implantação curricular da disciplina de educação para a sustentabilidade, o que faz com que essa temática seja discutida desde o pré-escolar  e a partir dela, o desenvolvimento de uma série de ações, como horta escolar e gincana  recicla”, finaliza

Ateliê – Assessoria de Imprensa