O filme “Mulheres  das águas” foi exibido pelo Ficasc, nesta quinta,  12 de setembro, com tradução em libras e também com audiodescrição em sessões abertas a comunidade. O documentário mostra faz um retrato da vida e da luta das pescadoras nos manguezais do Nordeste do Brasil. O modo de vida e a sobrevivência de suas famílias estão ameaçados pela poluição de grandes indústrias e pelo turismo predatório, causadores de danos ao ecossistema. O filme destaca o engajamento e a resistência dessas mulheres em busca da preservação e demarcação dos territórios pesqueiros, manutenção e ampliação dos seus direitos sociais, melhoria das condições de trabalho e da saúde.

No IFSC, ocorreu a exibição com tradução em libras. A deficiente auditiva Sheyla, convidada para assistir ao filme,  gostou muito das mulheres trabalhando, e das  diferentes paisagens que pôde ver. Em libras, ela relatou que  gostou muito da iniciativa, e que ficou pensando nas mulheres que apareceram no filme.

Patrícia Amaral, aluna do IFSC, em Inglês e em libras, disse que ficou encantada com a proposta inclusiva do festival; “Eu amei,  adoro libras, estou aprendendo, tive a oportunidade de trazer a Sheyla, e gostei muito, deveria ter mais iniciativas como essa, para que todos entendam. Gostei bastante!”

Luciana Schimidt, bibliotecária da instituição, ficou impressionada com a realidade apresentada pelo filme. “A força das mulheres catadoras de mariscos, que levantam cedo, trabalham, andam na lama, mostram sua fibra, tem dignidade”.

O mesmo Filme foi exibido com audiodescrição, no Sesc da Avenida D. Pedro. Integrantes da Associação dos Deficientes Visuais do Planalto Serrano participaram da sessão e gostaram bastante. André Luiz Batista, perdeu a visão num acidente há 5 anos, e está concluindo o Curso de Direito na Uniplac: O filme traz uma dessocialização de uma categoria, que pode ser auxiliada por uma parte educacional , jurídica, sociológica e filosófica. É só a educação que pode levar melhores condições, tanto à essa classe quanto para nós deficientes, seja cego, surdo, mudo, ou deficiente mental ou físico. O estudo, a educação muda o país, mas poucas pessoas podem ver isso”.

Encerramento do Festival com Filme sobre Chico Mendes

No sábado o filme “Empate”, do diretor Sérgio Carvalho, encerrou o FICASC, às 19h, no Centro Cultural Vidal Ramos. O filme trata sobre a vida dos seringueiros e o desmatamento da Amazônia. Empate é uma forma de luta que eles  encontraram para impedir o desmatamento. Se colocam diante dos peões e jagunços, com famílias, mulheres, crianças e velhos, e pedem para que não desmatem e se retirem do local.  Esse foi o  último filme a entrar na programação do festival,  a inclusão se deu pela situação atual das queimadas na Amazônia e no Brasil.

O diretor do festival, Doty Luz, afirma que “O intuito, é, além de apresentar os filmes que levam a pensar sobre esses assuntos, propiciar a discussão e a reflexão, e isso tem sido muito bom. Para maiores informações, acesse o site www.ficasc.com.br. 

Ateliê – Assessoria de Imprensa - Adriana Palumbo