No júri popular desta terça (8/10), cinco pessoas são acusadas de tentar matar, em 27 de janeiro de 2016, e matar, no dia 7 de fevereiro do mesmo ano, um homem por vingança. Ele teria furtado uma televisão de um dos réus e desobedecido regras de uma organização criminosa.  A sessão, presidida pelo juiz Geraldo Corrêa Bastos, começa às 10h.

Os quatro homens e uma mulher são acusados pelo Ministério Público por tentativa e homicídio. Todos estariam associados à facção criminosa desde 2015. Além deles, um adolescente, que também participou da tentativa de morte. Ele e um dos réus foram até a casa da vítima, portando ilegalmente uma arma de fogo, e atiraram diversas vezes contra ela. O homem só não morreu porque conseguiu fugir e foi socorrido.  

Pouco mais de uma semana depois, outro réu viu a vítima na rua, no bairro Gethal, e a matou a tiros. Ele portava ilegalmente a arma usada no crime. Em ambos os fatos, os denunciados teriam agido por vingança, caracterizando o motivo torpe. Nos dois momentos, eles se utilizaram de recurso que dificultou a defesa do ofendido. Além disso, nas duas oportunidades, colocaram em risco a vida de outras pessoas que passavam pelos locais.

O júri popular é aberto e pode ser acompanhado pelo público. O magistrado faz a chamada dos 25 jurados e o sorteio dos sete que farão parte do Conselho de Sentença. Em seguida, começam os trabalhos. São ouvidas as testemunhas e os réus. Depois, o promotor de justiça, que faz a acusação, tem até uma hora e meia de fala. A defesa tem o mesmo tempo para se manifestar.

Pode haver a réplica da promotoria e a tréplica do defensor, por até mais uma hora cada. Na sequência, os jurados se reúnem e decidem se os réus são culpados ou inocentes das acusações. A sentença é lida pelo juiz no final dos trabalhos.

NCI/TJSC - comarca de Lages