A Prefeitura de Lages, através da Secretaria de Educação, atende cerca de 17 mil alunos matriculados em 80 CEIMs; 33 Escolas Municipais de Ensino Básico; 19 Escolas de Ensino Fundamental e duas escolas filantrópicas, totalizando uma demanda de 453 toneladas de alimentos (perecíveis e não perecíveis) consumidos mensalmente com a merenda escolar.

 

No Barracão da Merenda são recebidos a cada mês, 365 toneladas de alimentos não perecíveis e mais 88 toneladas de produtos perecíveis, estes estocados em câmaras frias. A carne, antes também recebida e armazenada no barracão, é agora distribuída no sistema “ponto a ponto” diretamente nas unidades de ensino. Essa entrega é feita pelos açougues e mercados, de acordo com pedidos feitos previamente pelo setor de Alimentação Escolar. “É importante salientar que a Prefeitura investe recursos próprios, além dos já recebidos via governo federal, para manter a qualidade no repasse da alimentação escolar nas unidades de ensino do município”, ressalta o prefeito Antonio Ceron.

E para dar conta deste atendimento, a Secretaria Municipal de Educação conta com a atuação de três nutricionistas, as quais coordenam um complexo trabalho que compreende desde a aquisição dos alimentos, armazenagem, manipulação e o consumo pelas crianças e adolescentes.

A nutricionista Julia Borin Fioravante disse que na rede de ensino municipal são atendidos 220 alunos com alimentação especial (intolerância a lactose, alergia à proteína do leite de vaca, doença celíaca, diabetes, alergia a ovos e insuficiência renal). “Elaboramos cardápio, mensalmente, seguindo normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar. São ao todo cinco cardápios, respeitando a faixa etária dos alunos matriculados, seja no berçário (I e II), maternal e jardim, onde a idade varia de 0 a 5 anos, bem como nas Escolas com alunos acima dessa faixa etária”, fala Anna Myrelle de Araújo.

O gerente de Alimentação Escolar, Daniel Tadeu Francisco, disse que duas cooperativas agrícolas e mais 40 agricultores cadastrados fornecem produtos hortifrutigranjeiros, através de licitação ou chamada pública. “São itens da agricultura familiar: legumes, frutas, além de pães, bolachas e bolos sem glúten para alimentação especial”, comenta Daniel.

Texto: Iran Rosa de Moraes / Fotos: Marcelo Pakinha