Combinando técnicas de neurociência e negócios, é possível entender o comportamento dos consumidores

E se você pudesse ler a mente do seu consumidor? Já pensou como isso impactaria os resultados do seu negócio? Ainda não chegamos lá, mas estamos no caminho. Graças ao neurobusiness, cada vez mais as empresas estão direcionando suas estratégias com foco no cliente. A técnica combina estudos sobre comportamento, cognição e tomada de decisão para tentar desvendar um pouco sobre a mente humana aplicada aos negócios.

“O neurobusiness nos leva a insights úteis para as áreas de marketing, negócios e vendas, principalmente. Mas também tem sido utilizado por gestores de RH, empresários e profissionais autônomos”, conta Fernando Di Chiara, coordenador do curso de Neurobusiness do Centro Europeu.

Multidisciplinaridade

Para além da parte fisiológica, o neurobusiness busca entender quais são as mensagens capazes de prender a atenção do cérebro humano. No curso do Centro Europeu, profissionais especialistas em neurociência nas áreas de vendas, psicologia, economia, marketing e liderança levam os alunos por um universo novo de descobertas, como explica Di Chiara.

“São dois pilares essenciais. Primeiro, precisamos entender como conquistar o tempo das pessoas. Em seguida, como chamar a atenção delas. Uma pessoa recebe 11 bilhões de bits de informação por segundo, mas só consegue prestar atenção em 40. Como conseguimos captá-la em um momento tão curto?”, questiona.

Área promissora

O assunto se tornou o “queridinho” dos negócios. Entre 2016 e 2018, a neurociência recebeu investimentos na casa dos 50 bilhões de dólares nos Estados Unidos. É uma das áreas que mais cresceram nos últimos anos. Boa parte desse salto deve-se à economia digital: com pessoas cada vez mais conectadas e realizando venda e compra de produtos por plataformas on-line, o número de dados que podem ser analisados pelo neurobusiness é imenso. Nos próximos anos, o desafio será ainda maior. A Accenture estima que a economia digital vai representar cerca de 20% do PIB brasileiro – oportunidade para quem souber analisar e extrair os melhores insights para impulsionar negócios. Fernando Di Chiara explica que, apesar do grande embasamento teórico, o neurobusiness trabalha para identificar as emoções por trás de cada tomada de decisão.

“Por isso temos um laboratório de neuromarketing para o curso. É onde acontece a parte prática do neurobusiness: validação de peças de comunicação, de discursos, demonstração de produtos, tudo aquilo que estimula o consumidor”, destaca.

O coordenador acredita que a formação em neurobusiness já é uma ferramenta importante para profissionais de qualquer área.

“A complexidade e a volatilidade do mercado demandam uma coisa fundamental: foco no cliente. Qualquer estratégia desenhada a partir disso vai reduzir problemas de prospecção, de análise de mercado, de retenção de capital humano. É uma nova uma cultura organizacional”, conclui.

Por Centro Europeu – G1