Resultado de um coletivo de profissionais de tecnologia e nutrição, aNutricuca usa metodologiade microlearning para promover mudanças nos hábitos alimentares

A partir de agora, qualquer pessoa que tenha acesso a um smartphone ou a um computador pode ter uma nutricionista virtual gratuita para consultar quando quiser, a Nutricuca. É que a plataforma digital atua usando os mesmos conceitos de um profissional de nutrição, avaliando os hábitos do usuário e fornecendo informações que o ajudam a melhorar a alimentação, podendo ser acionada a qualquer hora, em qualquer lugar. Idealizada por um grupo de nutricionistas e profissionais de tecnologia e design, a Nutricuca teve seu lançamento (inicialmente previsto para julho) antecipado, para atender as pessoas neste período de confinamento, quando houve registros de piora na qualidade da alimentação dos brasileiros.

A pesquisa Tracking Covid-19, Alimentação e Bem-estar, realizada pela RGNutri em parceria com a Tech.Fit e usada como uma das referências pelos idealizadores da plataforma, é um dos termômetros da má alimentação durante a quarentena. Em um universo de 494 pessoas, de todas as regiões do Brasil, entre homens e mulheres de 18 a 65 anos, 43% dizem que a qualidade da sua alimentação piorou.

"Diante deste cenário, o objetivo da Nutricuca é aumentar a consciência alimentar dos brasileiros, especialmente agora, quando estamos todos tão isolados", afirma Fernando "Tchê" Gouvêa, sócio-fundador da Joco, empresa desenvolvedora de trabalhos de microlearning, responsável pela criação da Nutricuca.

A plataforma usa essa metodologia de microlearning. Por meio de jornadas lúdicas, personalizadas e interativas, com duração de cerca de 5 minutos, a ferramenta faz uma anamnese dos hábitos alimentares do usuário e, a partir daí, interage com ele para fornecer as melhores informações nutricionais. Neste período de isolamento domiciliar, as 3 primeiras jornadas incluem, entre outras coisas, testes de conhecimento sobre alimentos que reforçam o sistema imunológico, erros e acertos cometidos na rotina de confinamento, além de dicas sobre o assunto.

Profissional da área de Produtos Digitais, Tchê idealizou o projeto em parceria com a esposa, a nutricionista Maria Eduarda Guaraná, e demais profissionais da área, que também fazem parte do coletivo. "Queremos mostrar como os alimentos podem ser nossos aliados, mais ainda na quarentena", afirma Maria Eduarda.

O conteúdo da Nutricuca será ampliado semanalmente, sempre abordando um novo tema alimentar. "Usamos técnicas do universo de games e inteligência artificial para tornar toda essa experiência bem interativa", comenta Tchê. Além de testar o conhecimento das pessoas e fornecer informações respaldadas por especialistas, Nutricuca vai gerar métricas a partir da interação com os usuários. "Será possível conhecer detalhes, como o nível de consciência do brasileiro sobre alimentação, o grau de preocupação com o assunto, a principal dificuldade para se alimentar bem e, até mesmo, o prato predileto durante o confinamento", conclui.

Para as pessoas que se interessarem em mergulhar mais no mundo da alimentação, o projeto indica conteúdos complementares, com links e vídeos. Além disso, há informações de instituições sociais ligadas à alimentação para aqueles que queiram contribuir, como o Saúde Criança.