Animal integra equipe de oito cães labradores aptos a trabalhar na busca e resgate de pessoas. Seis filhotes estão em treinamento.

A cadela Sol é a nova integrante da equipe de buscas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

 

O animal forma binômio com o soldado Gabriel Pinheiro, que estão em treinamento juntos há 2 anos, passaram por certificação e agora estão aptos para realizar resgates de pessoas.

 

Os bombeiros contam com oito cães labradores certificados para trabalharem em busca e resgate, incluindo a Sol. Outros seis filhotes estão em formação. Os cães de resgate de Santa Catarina são referência no país e auxiliaram no resgate de vítimas de Brumadinho.

 

Vinda de Alagoas, a cadela tem dois anos e meio e passou pela certificação semana passada em Xanxerê, no Oeste catarinense. A primeira certificação foi em fevereiro. Sol é neta dos cães Malu e Ice, considerados os melhores cães de busca do Corpo de Bombeiros Militar.

 

Ela e seu tutor foram avaliados durante dois dias em testes com obstáculos, de dia e também à noite. O equilíbrio e temperamento do cão também são avaliados para certificá-lo, assim como a integração entre o animal e seu tutor.

 

 

Entre as provas realizadas na última etapa estava encontrar três pessoas em 30 minutos em uma área de 30 a 50 mil metros². O único equipamento que o tutor e a cadela puderam usar na simulação foi um GPS.

 

Treinamento

 

Para se tornar o tutor de um dos cães de resgate, os membros do Corpo de Bombeiros passam por um curso preparatório, onde aprendem a cinotecnia, que é o estudo do comportamento, fisionomia e fisiologia dos animais.

 

O objetivo dessa preparação é fazer com que os cães criem vínculos com seus tutores e consigam transmitir à eles a mensagem que desejam e vice-versa.

 

Essa interação proporciona aos animais uma afeição com os tutores. Os cães ficam com os membros desde o momento do treinamento, durante o período em que exercem a função de cão de resgate, até quando se aposentam dos serviços.

 

Depois que os cães de resgate se aposentam da função, o que ocorre em torno de oito anos de vida, passam a exercer a função de cinoterapia assistida, em que o animal é acompanhado por uma equipe para atuar no alívio do tratamento de pacientes.

 

Por G1 SC