Programa do Sistema Fiep desenvolvido pelo HUB de Inteligência Artificial Senai usa sensores para monitorar produção

 

Um salto em competitividade. Esse é só um dos ganhos que a inserção de novas tecnologias pode trazer às indústrias brasileiras. Para se ter uma ideia, a produtividade de empresas de pequeno e médio porte que passaram por processos de digitalização aumentou em 22%.

 

O dado é resultado de um programa-piloto conduzido pelo Senai nacional e divulgado pela Confederação Nacional da Indústria.

 

Mas, para entrar no cenário da Indústria 4.0, as pequenas indústrias ainda encontram entraves, entre eles, a dificuldade de monitorar a própria produção. Por meio do HUB de Inteligência Artificial Senai, o Sistema Fiep tem ajudado a quebrar essas barreiras. “O gestor geralmente possui muitas atribuições, e várias vezes ele é o proprietário do negócio.

 

Assim, a tomada de decisão baseada no seu fluxo de produção pode acontecer tardiamente, pois a informação não estava em mãos no momento apropriado”, explica Jorge Augusto Pessatto Mondadori, consultor do Senai no Paraná.

 

Solução de custo acessível

 

Sensores óticos, um software, uma rede wi-fi e uma nuvem para armazenamento de dados. Com esses quatro elementos, o HUB de IA vem transformando a gestão de micro e pequenas indústrias em todo o Paraná.

 

Juntos, eles compõem uma plataforma de digitalização pronta para ser aplicada em linhas fabris dos mais diversos segmentos que permite monitorar a produção em tempo real. Mondadori explica o funcionamento da plataforma, que foi criada no HUB do Sistema Fiep. “O hardware coleta os dados de produção por meio dos sensores e envia por wi-fi para um software na nuvem.

 

É um ambiente virtual que permite ao gestor visualizar os dados, podendo inclusive fazer uma análise histórica”, diz.

 

O sistema também tem dados de performance da produtividade das máquinas e acompanha o andamento de ordens de produção do início ao fim. E o melhor: o custo para a implementação é acessível. “Tecnicamente, os sensores são dos mais diversos tipos, conforme a característica do processo industrial.

 

Como apenas monitoram a produção, conseguimos utilizar sensores de custo mais baixo”, completa o consultor do Sistema Fiep.

Foi assim que a Polo Sul, indústria de confecções que fica em Apucarana, conseguiu dar o primeiro passo rumo à digitalização. Foram instalados sensores óticos com a função de botão de proximidade, sem contato, para auxiliar a equipe a avançar os pacotes de produção na linha. “Observamos que é possível cronometrar o tempo empregado em algumas ações na linha de produção e assim otimizar o tempo dos processos”, conta Gilberto Almeida da Silva, sócio-diretor da empresa.

 

Apoio no pós-pandemia

 

A expectativa é de que os ganhos com a instalação possam ser mensurados nos próximos meses. A Polo Sul precisará de um tempo maior para analisar e gerir os dados: “estamos retomando nossas atividades agora, de maneira gradativa”, diz o sócio.

 

A indústria foi surpreendida com a pandemia da COVID-19 pouco tempo depois de instalar o programa do HUB.

 

No que depender do Sistema Fiep, a Polo Sul, assim como todo o setor industrial afetado pela crise, terá apoio tecnológico para conduzir a retomada. “O HUB de Inteligência Artificial Senai tem a missão de acelerar o uso de tecnologia pela indústria.

 

 A gestão de produção fica muito mais fácil e eficiente, melhorando o resultado operacional como um todo. Isso será fundamental não só nos próximos meses, mas no novo cenário que nos aguarda”, conclui o consultor Jorge Mondadori.

 

G1