O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, afirmou nesta quarta-feira (9) que o crescimento da economia catarinense deve ficar acima de 3,5% em 2021. A entidade apresentou dados da economia do Estado em um balanço anual e destacou a alta intenção de investimento do setor, que atingiu recorde em novembro, com 74 pontos no índice de 0 a 100. 

 

     Aguiar também apresentou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para o ano que vem, que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), deve ficar entre 0% e 3%. Segundo ele, Santa Catarina deve ficar bem acima da média nacional. "A expectativa é a melhor possível. Santa Catarina tem uma indústria muito bem diversificada, que produz bens com valor agregado e que exporta muito", disse. "Acima de 3,5%", complementou.

 

     Ele ainda afirmou que o Estado está com a menor taxa de desocupação do país (6,6%), em patamar muito melhor do que o registrado no Brasil (14,6%). Além disso, destacou a confiança do industrial catarinense, que atingiu 66,5 pontos em novembro, também no índice de 0 a 100. 

 

     A alta no PIB deve ocorrer na maioria dos estados, já que a base de comparação é um ano ruim (2020). Mesmo assim, a Fiesc está otimista no crescimento bem acima do patamar do próprio Estado e também acima da média nacional. "Santa Catarina tem uma cultura empreendedora. O empresário está mais confiante", acrescentou Aguiar. 

 

 

 

     Poder público

 

     Além da confiança e investimento privados, a Fiesc defende uma ampla ação dos governos federal e estadual para combater os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19. Segundo a entidade, as Medidas Provisórias de redução de salário e jornada foram fundamentais para manter os empregos, assim como o auxílio emergencial para atender às populações mais afetadas.

 

     "O auxílio emergencial foi importante, assim como é o Bolsa Família, teve um poder de alavancar a economia em um momento difícil. Mas agora o crescimento da economia deve dar uma resposta com geração de empregos para essas pessoas", disse Aguiar. 

     O presidente da Fiesc defendeu ainda as reformas administrativa e tributária a nível nacional, para equilibrar os gastos públicos e respeitar o teto de gastos, assim como uma reforma da Previdência