Serão disponibilizados 42 boxes comerciais onde serão vendidos produtos coloniais e regionais, além de uma peixaria e um açougue. No local serão instalados dois restaurantes, um na praça de alimentação e outro na parte superior, em um mezanino

O Mercado Público de Lages está cada vez mais próximo de reabrir suas portas, totalmente revitalizado. As obras estão cerca de 83% concluídas, faltando apenas os acabamentos. O prefeito Antonio Ceron visitou o local na manhã desta terça-feira (5 de janeiro), acompanhando o andamento dos trabalhos.  

      A expectativa é de que o espaço seja entregue à comunidade até meados de abril deste ano. “Esta é uma obra tradicional da cidade, desde 1947, que está sendo ampliada e totalmente revitalizada. Com a obra física prevista para ser entregue em abril, a prefeitura já trabalha com a data de mês de junho para a entrega à comunidade com todos os espaços organizados e operando. Estamos muito satisfeitos com o andamento das obras, que priorizam a cultura e produtos regionais. Com certeza este será mais um ponto turístico da nossa região”, destaca o prefeito.

      Segundo o engenheiro da Secretaria de Planejamento e Obras, Edson Teixeira da Silva, precisam ser feitas as aberturas dos boxes, alguns fechamentos de aberturas, a parte de instalação elétrica e acabamentos de pintura. “Para dar continuidade aos trabalhos falta o Estado liberar o restante do recurso. Estamos no aguardo após visita técnica dos técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade”, informa o engenheiro.

A empresa construtora responsável pela execução das obras é a Terra Engenharia, a mesma que executa as obras de revitalização urbana do Centro da cidade, incluindo o Calçadão da Praça João Costa, Calçadão Túlio Fiúza, Praça João Ribeiro e trechos das ruas Nereu Ramos e Coronel Córdova.

Com um total de R$6,3 milhões de investimento, a obra é executada pela Prefeitura de Lages em convênio com o Governo do Estado, por meio de empreiteira contratada, e terá 3.600 metros quadrados de área construída, sendo quase 2 mil metros quadrados da ala nova. As obras no Mercado Público compreendem a ampliação de três baias, junto com uma praça de alimentação com um pequeno auditório e palco para apresentações artísticas e culturais, ocupando atual área de estacionamento.

Além disso, serão disponibilizados 42 boxes comerciais onde serão vendidos produtos coloniais e regionais, além de uma peixaria e um açougue. No local serão instalados dois restaurantes, um na praça de alimentação e outro na parte superior, em um mezanino.

      Alguns boxes já foram licitados

      Dos 42 boxes que o Mercado Público irá ofertar, doze serão gerenciados pela própria prefeitura e trinta foram disponibilizados através de edital para a concessão de uso. De acordo com o secretário interino do Desenvolvimento Econômico, Amauri Bacci, cinco deles já passaram pelo processo de licitação que aconteceu em outubro e foram contemplados.

      Neles funcionarão uma floricultura, uma hortifruticultura (ao todo serão oito, sendo quatro gerenciadas pela prefeitura), uma peixaria, uma choperia e cachaçaria e um empório de produtos naturais. “Uma nova licitação deverá ocorrer em até 60 dias para contemplar o restante dos boxes. Eles terão um prazo para se organizar e entrarem em funcionamento”, afirma o secretário Amauri.

      Ainda faltam serem licitados 25 espaços. São eles: dois restaurantes, três hortifruticulturas, dois boxes de comercialização de produtos coloniais, uma cafeteria, duas mercearias, dois boxes de comercialização de bebidas em geral, uma barbearia, um açougue, duas lanchonetes, uma bomboniere e tabacaria, uma livraria e souvenir, uma padaria e confeitaria, uma doceria e sorveteria, um box de vinhos coloniais de altitude, um box de artefatos de couro e celaria, um de vestuários tradicionalistas, um de bebidas e fiambreria, uma chocolateria e cafeteria, o restaurante que estará localizado no mezanino e o restaurante da praça de alimentação.

      Os valores dos aluguéis de cada box variam de 10 a 14 reais por metro quadrado, sendo a partir de 150 reais os espaços menores. Será cobrado à parte o condomínio com os custos coletivos como luz e água e material de limpeza, entre outras despesas. “A mão de obra para a limpeza e vigilância será custeada pela prefeitura, mas os condôminos precisam comprar o material. Futuramente temos a intenção de formar uma associação do Mercado Público e a prefeitura apenas gerenciará a parte burocrática”, informa o secretário.

      Prédio atual foi construído em 1948

      Segundo dados do Museu Histórico Thiago de Castro, o Mercado Público foi construído entre os anos 1940 e 1948, e é tombado como patrimônio histórico municipal. Sua construção substituiu o Mercado Velho, que ocupava o espaço da Praça Vidal Ramos Sênior, ao lado do Terminal Urbano. O primeiro projeto do prédio foi realizado pelo engenheiro norte americano Rúben Cleary, em 1875 e construído em 1879. Passou por uma reforma em 1897 e foi reinaugurado em 1899.

      Com o passar das décadas e sem a devida manutenção, o prédio foi se deteriorando. Em 2009, foi interditado pela Defesa Civil. O teto ameaçava desabar e passou por reformas. Desde então, o local permaneceu fechado.

Texto: Aline Tives

Fotos: Greik Pacheco