A unidade de produção artesanal da agricultura familiar, na localidade rural Rancho de Tábuas, no município de Lages, idealizada pela empreendedora Vera Teresinha Sasso Antunes Straubel, seu esposo e filha, dependeu de suor e dedicação para deixar de ser só um sonho

 

As peculiaridades visuais de cor viva, a perfeição da forma, fragrância, suculência e o sabor marcante de uma fruta inconfundível, degustada pura ou em sobremesas, bolos, bebidas e até em pratos salgados, tornam esta maravilha da natureza, e o empreendimento Morangos Straubel, especiais. A unidade de produção artesanal da agricultura familiar, nascida na localidade rural Rancho de Tábuas, no município de Lages, foi idealizada pela empreendedora Vera Teresinha Sasso Antunes Straubel, com o apoio de seu esposo, Antonio Padilha Straubel, e de sua filha, Jessica Straubel. A plantação de morangos sob estufas de proteção atraem olhares pela beleza e delicadeza dos frutos e flores.

A empreendedora rural e sua família recebem suporte técnico da Secretaria Municipal da Agricultura e Pesca e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que encontram-se presentes para discutir problemas e buscar soluções, além deste empreendimento ser contemplado com a inserção em programas de comercialização, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Ministério da Educação (MEC) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Ministério da Cidadania, vinculado ao Governo Federal, realizador da compra direta e dos pagamentos aos produtores. O Governo do Estado de Santa Catarina possui um PAA, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (SDS), órgão para o qual o empreendimento de Vera também ofertará seu produto. Assim, os morangos cultivados terão destino certo, seguindo in natura, congelados ou em formato de doce ou geleias para a população lageana.

A produção de panifícios, geleias e doces também será o carro-chefe da propriedade rural, cujo nome sugerido por Jéssica, filha da empreendedora Vera, é Quitut’s Mãe & Filha. Os itens etiquetados “Quitut’s Mãe & Filha” serão produzidos em uma cozinha especializada, possibilitando que o público-alvo experimente o toque especial da culinária no estilo do “pão feito pela vovó”, coberto com uma camada “generosa” de doce ou geleia de morango, além de outras especiarias que aguçam e instigam as pessoas que apreciam um chá ou café com “mistura”.

A cozinha é dotada de bancadas, cilindro, fornos e coifa, em que ovos, farinha e leite se misturam na magia da gastronomia para proporcionar o “cheirinho” e paladar prazerosos de um pão caseiro recém saído do forno. A unidade de produção artesanal da agricultura familiar “Quitut’s Mãe & Filha” recebeu seu alvará sanitário recentemente, pela Vigilância Sanitária, ligada à Secretaria Municipal da Saúde, conferindo a permissão para comercialização dos seus produtos em acordo com as normas sanitárias estabelecidas pelo Município.

A Secretaria Municipal da Agricultura e Pesca e Epagri buscam, nas suas possibilidades, articular mobilizações com a Secretaria da Assistência Social e Habitação, de modo a inserir os Morangos Straubel, os Quitut’s Mãe & Filha e outros empreendimentos ou produtos da agricultura familiar, aos Programas de Aquisição de Alimentos federal e estadual, e possibilitar que estes produtos cheguem a hospitais, orfanatos/abrigos, Instituições de Longa Permanência (ILPs) - asilos, entidades beneficentes e Centros de Referência de Assistência Social (Cras’s), através do Banco de Alimentos, da Secretaria Municipal da Assistência Social e Habitação, que tem a incumbência da logística de entrega.

No Pnae será incluído, inicialmente, somente os panifícios produzidos na Quitut’s Mãe & Filha, estes distribuídos para compor a merenda escolar de unidades de ensino da rede pública. “Um exemplo estimulante de empreendedorismo e sucesso nos negócios, são dois empreendimentos com duas óticas e perspectivas diferentes. A Secretaria da Agricultura e Pesca é fomentadora direta da agricultura familiar, incentiva as Feiras da Agricultura Familiar, as iniciativas de plantações, a pecuária, piscicultura, apicultura, a agroindústria de laticínios e panifícios. O município de Lages mantém uma história de tradição de riqueza no campo e nós assinamos embaixo buscando contribuir com amparo técnico por parte de profissionais habilitados e em constante aperfeiçoamento”, assinala o secretário da Agricultura e Pesca, Thiago Cordeiro, que visitou a propriedade de Rancho de Tábuas nesta quinta-feira (25 de fevereiro), acompanhado da engenheira agrônoma da Secretaria da Agricultura e Pesca, Josie Moraes Mota, profissional próxima aos agricultores familiares de Lages no âmbito de orientação, e os extensionistas da Epagri, José Luís Martins Alves, e Vanessa Aparecida Melo.

 

Dinamismo entre mãe e filha além do laço biológico

 

Elas são mais que mãe e filha, são praticamente sócias determinadas a dividir um sonho em comum, com incontestável respaldo e trabalho do esposo e pai, Antonio. Vera Teresinha Sasso Antunes Straubel e a filha, Jessica Straubel, aliaram o útil ao agradável e obtiveram ainda mais força unidas, para fundar a empresa que surgiu no final de 2020, o ano mais desafiador para mais de 200 países por conta da pandemia do novo coronavírus, gerador da doença Covid-19. “A ideia veio quando decidimos fazer algumas bolachas de Natal, e queríamos ter nossa marca, pois trabalhamos juntas”, lembra Jessica.

No começo e até então, com os programas da esfera e escopo públicos, os clientes eram somente os parentes e conhecidos próximos já que a divulgação ainda será expandida. “E estamos iniciando agora. Desejamos, assim que possível, fazer parte da Feira da Agricultura Familiar, promovida em vários pontos da cidade de Lages”, completa a jovem.

Sobre a adição aos Programas de Aquisição de Alimentos e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, Jessica mantém a opinião de que ajudará a incrementar mobilizações públicas de alimentação à população com a proposta de produtos caseiros de sabor ímpar, das duas empresas, deixá-las mais conhecidas no mercado e, consequentemente, alavancar as vendas. “A relevância de estar nestes projetos é obter uma renda extra para a propriedade e fazer algo que sempre gostamos de fazer.”

Atualmente, os morangos compõem a principal fonte de renda da família, que chegou a trabalhar com gado de leite, mas cessou este tipo de trabalho há dois anos. Pães e bolos formam a renda sobressalente.

 

Ficou curioso?

 

Para saber mais sobre as empresas Morango Straubel e Quitut’s Mãe & Filha, os interessados e clientes podem entrar em contato por telefone ou pela rede social Instagram: (49) 99169-8905/@quituts_maeefilha.

 

Programas de Aquisição de Alimentos promovem o acesso à alimentação e impulsionam a agricultura familiar

 

No Brasil, a maioria dos estabelecimentos agropecuários está encaixada na agricultura familiar, ou seja, mais de 80%. Esta atividade contribui para a redução do êxodo rural e para a geração de capital no setor agropecuário, ao promover o desenvolvimento rural com a geração de renda e emprego, conforme análise do Governo Federal, “e se mostra uma importante fonte de alimentos de qualidade para o mercado interno, solidificando as estratégias de segurança alimentar do país”.

Na Conab, se sobressaem ações voltadas aos agricultores familiares, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); compras institucionais, por intermédio de chamadas públicas, para distribuição de alimentos a grupos específicos; apoio a projetos que contribuam para o fortalecimento social e econômico de organizações produtivas rurais de base familiar, e o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF).

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) possui dois propósitos básicos: Promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar. Para tal, o Programa adquire alimentos provenientes da agricultura familiar, com dispensa de licitação, e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial, pelos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e pelas redes públicas e filantrópicas de ensino.

 

Pnae agracia estudantes com merenda saudável

 

Alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública são oferecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). São atendidos, pelo Programa, os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o Poder Público).

O Governo Federal repassa, a Estados, municípios e escolas federais, valores financeiros de caráter suplementar efetuados em dez parcelas mensais (de fevereiro a novembro) para a cobertura de 200 dias letivos, conforme o número de matriculados em cada rede de ensino, de acordo com explicações do Ministério da Educação (MEC). Do total, 30% do valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) devem ser investidos na compra direta de produtos da agricultura familiar, medida de aquecimento do desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades.

Texto: Daniele Mendes de Melo

Fotos: Secretaria da Agricultura e Pesca/Divulgação