O segundo semestre de 2020 registrou a maior quantidade de divórcios realizados em cartórios no Brasil: 43,8 mil processos, de acordo com o levantamento do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF). O número representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a autora de Casamento – Instituição falida?, Alessandra Camargo, a convivência intensa do isolamento social destruiu o ideal romântico construído pela grande maioria dos casais. Além deste ponto que ganhou destaque durante a pandemia, o ciúme, infidelidade e a falta de prazer no sexo são outros fatores citados na obra que contribuem para a separação de casais – dentro de fora do contexto Covid-19.

A primeira parte da produção faz um breve passeio pelos processos de atração que podem levar ao casamento, como a paquera, por exemplo. Já a última etapa segue com observações sobre elementos que fazem parte da relação e que, muitas vezes, são os motivos até o divórcio.

Alessandra aborda o tema casamento x divórcio de forma descontraída com versos poéticos ao fim de cada capítulo para arrematar a análise.  A reunião de todas as produções se assemelha perfeitamente ao diário de um apaixonado: do flerte ao primeiro beijo, do namoro ao casamento, das dúvidas se tomou a decisão certa até a certeza do amor eterno.

Sobre o livro: O diferencial desta obra começa no fato de celebrar uma união entre a prosa e a poesia livre. Será que esta união dará certo? São observações sobre a estrutura do casamento e sua importância na vida atual, o que remete a pergunta sobre ser ou não uma instituição falida, de uma forma bem humorada, com um texto simples, mas pontual. Capítulos curtos e de fácil leitura. Visa incentivar o leitor a conhecer seus próprios valores e se perguntar o quão objetivos eles são em seu comportamento social.A primeira parte faz um breve passeio pelos processos de atração que podem levar ao casamento, como a paquera por exemplo, além de refletir sobre a influência dos contos de fadas no ideal romântico e a questão da união estável. A segunda parte segue com observações sobre elementos que fazem parte do enlace desde o dia D; sem deixar escapar assuntos como sexo e fidelidade.