Piloto catarinense com o maior número de títulos conquistados, 17 no total, em diversas categorias. Corre nas categorias VX 3 Especial, VX3 Nacional e na Força Livre Nacional

 

Aos 42 anos, Leandro Matos Lemos, o Lelê, continua firme como piloto de competições de velocross, agora, porém, devido à pandemia, com restrições na realização das provas do calendário oficial. Suas mais recentes participações foram no segundo semestre de 2020, quando das oito etapas previstas, realizaram-se apenas três, uma delas na pista do Beto Carrero (com público) e as demais apenas com a presença dos pilotos. Lelê sagrou-se campeão nacional nas duas categorias que disputou, nesta última temporada, o que prova que o atleta ainda se encontra em forma depois de quase três décadas de acirradas competições.

Para manter a forma, o piloto treina três vezes por semana: dois dias com motos e um dia de condicionamento físico – treinamento funcional.

 

Lelê iniciou na temporada de provas de Motocross e Velocross, entre os seus 15 e 16 anos de idade, sendo atualmente, aos 42 anos de idade, o maior detentor de títulos do Catarinense de Velocross (17 vezes campeão em diversas categorias). Na temporada de provas, viaja pelo Brasil sempre em companhia do mecânico da equipe que é de Blumenau.

 

Início da carreira

 

Começou a pilotar influenciado pelo pai, Leandro Lemos, o Guga, campeão catarinense na extinta categoria DT 180. Inicialmente, Lelê disputou provas de bicicross, tendo sido 11 vezes campeão catarinense. Ele também foi campeão sul brasileiro e sul americano da categoria (prova disputada no Chile). Foi seis vezes campeão da copa dos campeões desta modalidade (em nível ???) e também ficou em primeiro lugar na seletiva do Mundial de bicicross. Tudo isso ocorreu no período dos seus 13 e 14 anos de idade.

“Fui campeão da seletiva do Mundial de bicicross (em qual ano???), mas não pude concorrer a prova final por falta de recursos e patrocínio. Um guri que havia ficado em segundo lugar no Brasileiro foi e venceu o Mundial. São coisas do esporte”, fala resignado.

 

Acidentes

 

Ao longo dos 29 anos de corridas, inúmeros foram os acidentes sofridos nas pistas. “Tenho mais de 30 fraturas pelo corpo. Em um acidente tive a ruptura do joelho que me tirou das pistas por um ano inteiro, ficando seis meses sem poder apoiar o pé no chão. Mesmo impossibilitado, corria, com ajuda de infiltrações feitas pelo ortopedista”, conta o piloto.

Apesar de tantas fraturas, diz que nunca pensou em desistir das provas. “Os acidentes, sempre foram superados. Toda vez que caia queria melhorar logo para voltar às pistas”, revela.

 

 

 

Velocross

 

Nas provas desta categoria, os pilotos largam todos ao mesmo tempo, em pista que varia de 900 a 1200 metros de extensão por seis a oito metros de largura. A Corrida dura 20 minutos e o vencedor da prova soma 25 pontos, enquanto que para o segundo lugar são 24 pontos, para o terceiro 23 pontos e assim sucessivamente.

“Em Lages tínhamos a pista do Morro do Prudente, uma das melhores do Estado (projetada pelo próprio piloto), a qual se encontra hoje desativada. Isto ocorreu porque perdemos importante incentivo para a realização das provas aqui em Lages”, fala Lelê. O piloto cita um grande apoiador das competições de Velocross, Marcelo Kowalski, que foi superientendente da Fundação Municipal de Esportes. “Na época do Marcelo, na FME, as provas aconteciam, em Lages”, lembra.

A temporada 2021 de Velocross, devido à pandemia, ainda não tem data definida para ser iniciada. Atualmente o piloto corre com uma moto modelo KTM (austríaca).

 

 

Lelê também dá aulas de iniciação ao Motocross e Velocross. Contatos pelo Instagram, Facebook (Lelemedeiros4) ou celular: 999826272. As provas de Velocross, hoje em dia são transmitidas ao vivo por canal do Youtube. Vídeos de provas já realizadas podem ser vistos também nas redes sociais do piloto lageano.