A 1ª Vara Criminal da comarca de Lages pautou para o mês de julho cinco sessões do Tribunal do Júri. Todas seguirão à risca as regras sanitárias de combate ao coronavírus. Não haverá a presença de público. Apenas os servidores da Justiça, forças de segurança, essenciais para a realização do ato, além dos jurados, promotor de Justiça e defensores estarão presentes. Os júris populares ocorrem às quintas, a partir das 10h.

Nesta semana, um homem será julgado por tentativa de homicídio. O crime ocorreu na cidade de Painel em fevereiro do ano passado. O réu, conforme denúncia do Ministério Público, desferiu três golpes de faca na vítima em frente a um bar. O homem não morreu porque conseguiu entrar no estabelecimento, foi socorrido e encaminhado para o hospital. O crime foi motivado por ciúmes da ex-namorada, que se aproximou da vítima no bar. A tentativa de homicídio é qualificada pelo motivo fútil e recurso que dificultou a defesa do ofendido.

No dia 8 de julho um homem se sentará no banco dos réus para ser julgado pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Ele é acusado de ter asfixiado outro detento no Presídio Masculino de Lages em 2019. Eles haviam se desentendido antes do fato, disputavam uma mulher e tinham desacertos no âmbito de facção criminosa que integravam.

Outro caso envolvendo integrantes de facção criminosa será julgado no dia 15 de julho. O homem foi denunciado pelo Ministério Público junto com outros cinco, já julgados. A ação penal busca a responsabilização criminal pela morte de um integrante de facção rival em 2016, no bairro Morro Grande, em Lages. Eles usaram tijolos e telhas para agredir a vítima que teria desrespeitado a organização criminosa e por ter em seu histórico a prática de crime sexual. O homicídio é qualificado pelo meio cruel e torpeza.

No júri popular datado para o dia 22 de julho serão julgados quatro homens acusados de homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e surpresa. O crime ocorreu no bairro Habitação, em Lages, no mês de janeiro de 2019. Um dos réus brigou com o homem em via pública. O acusado se armou com uma faca e na companhia dos demais encontraram a vítima. Em tese, pelas costas, agrediram com socos, chutes, golpes com barra de ferro e facadas. Depois do crime, o grupo fugiu do local.

No último júri do mês, em 29 de julho, o réu é acusado de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Em fevereiro de 2019, no bairro Santa Mônica, ele matou a vítima com golpes de marreta na região da cabeça e tórax. Ambos eram pedreiros e brigaram por conta de um suposto furto de materiais de construção. O acusado tentou enterrar o corpo na parte de trás da casa. Como havia muitas raízes no solo, não conseguiu e cobriu o cadáver com entulhos. Para se livrar dos vestígios do crime, o homem limpou o local e o instrumento utilizado.