Estudo intitulado “Epidemia de Obesidade e as DCNT (Doenças Crônicas não Transmissíveis) – Causas, custos e sobrecarga no SUS”, realizado por pesquisadores de diversas universidades do Brasil e uma do Chile, projeta que em 2030 a prevalência de excesso de peso, em território brasileiro, pode chegar a 68% da população, ou seja, sete em cada 10 pessoas, e a de obesidade a 26% (uma a cada quatro). Ainda de acordo com o estudo, a prevalência do excesso de peso aumentou de 42,6% em 2006 para 55,4% em 2019. Já a obesidade saltou de 11,8% para 20,3% no mesmo período.

 

 

 

Já outro levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta semana pelo Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, a partir de indicadores de 2019 - período pré-pandemia, mostra que 10% das crianças de até 5 anos estão com excesso de peso, 7% com sobrepeso e 3% são obesos. Além disso, um quinto das crianças (18,6%) desta faixa etária estão em uma zona de risco de sobrepeso.

 

 

 

O excesso de peso pode acarretar diversos problemas sistêmicos, incluindo nos membros inferiores. O presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), Luiz Carlos Ribeiro Lara, explica que a obesidade pode levar a incapacidade funcional dos pés e tornozelos. “Pela sua posição anatômica, eles sustentam praticamente todo o peso do corpo e, no caso de obesidade, a sobrecarga é obviamente maior”, ressalta.

 

 

 

Uma das situações é a fascite plantar, que ocorre quando há tração excessiva da fáscia plantar, estrutura que vai do osso do calcanhar até aos dedos dos pés. “Sem tratamento, a dor pode se tornar crônica e provocar alterações na marcha”, pontua o especialista.

 

 

 

Rachaduras e calosidades são mais alguns problemas do excesso de peso.  “Se não forem tratadas, podem agravar e transformar-se em feridas ou até mesmo em uma ulceração crônica que ocorre em áreas onde há a diminuição da sensibilidade protetora dos pés nos pacientes diabéticos”, salienta. “Em alguns casos pode resultar em uma amputação do membro”, completa.

 

 

 

O presidente da ABTPé lembra que a prática de atividade física, além de contribuir em variados aspectos para a saúde, tanto física quanto mental, traz significativa contribuição para a saúde dos pés. “Praticar exercícios físicos melhoram a força dos pés e perna e, consequentemente, o equilíbrio, a mobilidade, além de aumentar a resistência e diminuir a dor”, conclui.

 

 

 

Sobre a ABTPé

 

A Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé) foi fundada em 1975 com a missão de unir a classe médica na especialidade, além de estimular o intercâmbio de informações científicas, fomentando a educação continuada entre os especialistas de pé e tornozelo no Brasil. Também tem a responsabilidade de esclarecer a população sobre os temas relacionados à especialidade.

 

 

A ABTPé está à disposição para informações e entrevistas sobre a saúde e cuidados com os tornozelos e pés, trazendo esclarecimentos sobre diversos temas, como acidentes nos esportes com lesões, acidentes domésticos com lesões, deformidades, pé diabético, cuidados com o uso de saltos altos, joanetes, fascite plantar, cirurgia plástica nos pés, esporão do calcâneo, calos e calosidades, metatarsalgia, neuroma de Morton, gota, artrite, entorse, fraturas, entre outros.