O Projeto Acolher, desenvolvido pela prefeitura de Lages, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, atende e acompanha dependentes químicos ou pessoas com transtorno mental  que estejam em situação de rua. A instituição é uma Casa de Passagem para lageanos do sexo masculino, acima de 18 anos, em  situação de vulnerabilidade social. Em funcionamento há cerca de 5 anos, o projeto mudou para uma nova casa em outubro do ano passado, sita à  Rua Curitiba, no bairro Santa Helena, proporcionando melhor atendimento e maior conforto para os cerca de 16 acolhidos que hoje vivem e residem naquele local. “Hoje nós temos 20 leitos distribuídos em 5 quartos, mais a sala de TV, as salas da coordenação e da equipe técnica, sala de artesanato e trabalho de grupos, refeitório e cozinha” explica a coordenadora do Projeto, Mara Luísa Matos. Ela acrescenta ainda que a estrutura contempla 3 banheiros para os acolhidos e 1 para os funcionários, além do espaço para a horta e campo de futebol. No local, são desenvolvidas  várias atividades com os acolhidos, como atendimento psicossocial, escuta terapêutica,  oficinas com sucata, artesanato, atividades esportivas, dinâmicas de grupos, trabalho com horta, manutenção do jardim  e a limpeza da casa.  Os assistidos praticam atividades físicas na ATI (Academia da Terceira Idade) do Bairro Santa Helena. Mara explica que o Projeto encaminha os acolhidos para tratamento no CAPSad (Centro de Atendimento Psicossocial, Álcool e Outras Drogas), que através de uma equipe multiprofissional avalia e constrói um Plano Terapêutico Individual, e ainda os encaminha, se necessário, para desintoxicação em uma Clínica Psiquiátrica. “Duas  vezes por semana eles são  levados ao CAPSad, para passar pelo médico psiquiatra, que prescreve a medicação necessária. Essa medicação, nós fornecemos e administramos aos acolhidos, de acordo com a prescrição”, informa. Além disso, os assistidos participam de grupo de apoio espiritual, grupo de tabagismo e grupo do AA (Alcoólicos  Anônimos). No caso dos assistidos com transtorno mental, quando o uso de substâncias psicoativas é considerado secundário, os encaminhamentos para tratamento são realizados no CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial). Além disso, é realizado um trabalho social, de resgate da cidadania, reinserção na sociedade e no mercado de trabalho. “Durante a permanência do Projeto Acolher, buscamos reestabelecer os vínculos afetivos, buscando a reinserção familiar” finaliza Mara Matos. O tempo de permanência no Projeto Acolher varia, conforme a avaliação da Equipe Técnica do Projeto. Informações Adriana Palumbo /  Fotos: Ary Barbosa