O MEC definiu nesta semana o novo valor do piso mínimo para professores - retroativo a janeiro deste ano - que deve valer para todo o país. O novo mínimo passou de R$ 1.187,00 (valor do ano passado) para R$ 1.451,00 (em 2012 - um aumento de 22,22%). Em Lages, o prefeito Renatinho já disse que vai cumprir com o que determina o Governo Federal. Mas em Santa Catarina, pasmem, o governador disse logo que soube que "não temos como pagar esse valor embutido no  plano de cargos e salários. É inviável. Só vamos pagar para quem tem apenas o Ensino Médio". O mesmo argumento foi dito pelo novo  titular da pasta, Eduardo Deschamps (que assumiu oficialmente nesta quinta-feira). Ou seja, paga-se apenas o piso mínimo nacional para quem tem pouca qualificação (quem entra agora no Magistério estadual - sem curso superior - com o tempo vai acabar ganhando mais do que quem tem 10 anos de Magistério e curso superior - pode???).  Para os que "ralaram" anos na faculdade, se qualificando, buscando mais conhecimentos para apresentar a seus alunos, nada.  Aliás, o Governo do Estado já não vem cumprindo com o piso nacional no plano de carreira faz tempo. Afinal, de que adianta estabelecer um piso mínimo se Estados e a maioria dos Municípios não estão nem aí?  Haverá sanções para quem não pagar? Bem que poderiam bloquear os recursos do FUNDEB para quem não cumprir esse ridículo valor. Quem fiscaliza isso? Que sanções sofrem os Entes Federados que não cumprirem com isso? O valor de R$ 1.451,00 é pouco mais do que dois salários mínimos vigentes. Será que o Governador Colombo acha que esse valor é muito alto? A propósito: Santa Catarina paga o segundo maior salário inicial entre os 27 estados da federação para a Polícia Militar (R$ 2.600,00). E paga um dos piores salários para seus professores. Dois pesos e duas medidas. Loreno Siega - Revista Visão