O vereador e relator da CPI que investigou irregularidades no setor de DRH da prefeitura de Lages, Rodrigo Silva (DEM), utilizou-se do espaço do DEM durante Horário dos Partidos na sessão de segunda-feira (05/03) para questionar o fato de que secretários e prefeito estariam isentos de qualquer culpa. “Isso não é verdade. A  qualquer momento eles podem ser citados e indiciados pela CPI”. Rodrigo entende que o prefeito não pode acompanhar todas as ações de sua administração.  Para tanto,  nomeia pessoas de sua confiança para que o façam. Citou ainda um termo jurídico originário do latim “Culpa in vigilando” –  (modalidade em que o agente não fiscaliza uma atividade, própria ou de terceiro, com a cautela necessária - negligência). “Nós demos a ele a chave da cidade, a chave do cofre da prefeitura. Ele,  como prefeito,  tem a obrigação de zelar pelo patrimônio publico”. O relatório apresentado em outubro do ano passado revelou que foram desviados dos cofres públicos aproximadamente R$ 500 mil  reais. Ainda assim, alguns documentos solicitados não foram obtidos pela Comissão de Inquérito. “Não recebemos até hoje o backup da folha de pagamento, não foi quebrado o sigilo bancário, o processo administrativo ainda não está concluído ou não nos mandaram”, afirmou Rodrigo. O parlamentar questionou o porquê de uma funcionária estar com o mandato de prisão preventiva decretado e  continuar trabalhando na mesma função e no mesmo cargo. “Temos que colocar os pingos nos is”, disse o vereador, referindo-se  ao fato de que as pessoas envolvidas na investigação teriam sido incitadas a entrar com uma ação de dano moral contra os membros da CPI. Lize Borges - Assessoria de Imprensa da Câmara de Lages